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Mostrando postagens de Outubro, 2017

Quando o sol bate na janela

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Gosto de estar ali, gosto de continuar ali, na simplicidade extrema que é o de acordar , estacionar na janela , descer os olhos e atravessar a rua em direção ao horizonte.

Ainda está tudo tão calmo,  tão fresco,  tão simples. 
O sol  não acordou o suficiente para aquecer o chão de forma dourada, mas há uma brisa, que, lentamente, faz as folhas se moverem, em ordem, simplesmente, todas na mesma direção. 

E quando o sol bate na janela , de mãos dadas com os pensamentos que me ocupam a mente, entro em um estado de transe, que logo me envolve e me leva ao passado como se tudo fosse real novamente. 
Tudo reaparece para me mostrar que os momentos intensos de amor jamais desaparecerão de minha vida. 

Não sei se sinto saudade, talvez queira chorar ou dar um leve sorriso. 
Mas a verdade é que tudo isso não passa de uma lembrança que veio como uma brisa para sussurrar as letras do teu nome, simplesmente.

Gosto de estar ali, gosto de continuar ali, na simplicidade extrema que é o de acordar , estaciona…

Excesso que se expande

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 Inserimo - nos no mundo dos pessimistas em relação ao futuro  porque somos seres  carregados  de informações ,  desde os casos de corrupção , da ausência de  transparência ,  de lisura administrativa  às  práticas vis de quem exerce o poder e se beneficia dele, os políticos e maus empresários.    Aflora-se, com isso,  uma visão negativa para o nosso futuro e que  está relacionada diretamente com a nossa vida em sociedade. 
O 'xis da questão' é que   cada indivíduo está expressando suas indignações, reclamações, diferenças e conflitos em Redes Sociais e  os transformando em palanque; banalizamos por demais  este ato  , para o bem ou para o mal e  tamanha a velocidade e o imediatismo das informações,   o excesso também se expande, causando inclusive  um desgaste. 
Nesse sentido, tantos brados aos quatro ventos e ao mesmo tempo,  faz, porém, que um número muito grande de pessoas  prefira seguir as 'pegadas' de outrem ao invés de empenhar as forças da própria  capacidade de …

Moça

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Moça, ao te ver por aí, na rua, na praia, na balada, sorrindo à minha frente, me peguei imaginando qual seria a sensação de um beijo em ti.  Às vezes fico pensando em nossos encontros casuais e como parece que há uma disposição para encaixar tudo em seu devido lugar. Um mistério intrigante, que a razão não explica. Chega a ser engraçado tudo isso, e acabo elevando as esperanças que deve ser algo para ser. Tantos encontros casuais assim, não podem ser mera coincidência ou de se perder por impossibilidade.  Foram tantos e tantos, tão, tão, sei lá, só sei que eu adoro!  E se for algo para ser, não sei se primeiro vou querer o seu abraço me apertando por inteiro ou o seu beijo que tanto desejo.  Os dois ao mesmo tempo?
°   [ repaginada,  qualquer semelhança com fatos ou pessoas é uma mera coincidência, ou não!] °

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   Obrigado,

Marionetes sem saber

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Não temos a pretensão de que todas as pessoas  gostem de nós.
Nem tudo é como gostaríamos. 
Nem sempre tudo acontece como gostaríamos. 
Mas em vez de mostrar o caminho para que as pessoas realmente gostassem  de nós, cada um pensa somente em seus interesses, fazendo com que as necessidades do próximo sejam negligenciadas. 
 Criamos um arcabouço de regras  desnecessárias para auxiliar o convívio entre as pessoas e  que por sua vez não possibilitam que os outros se aproximem, de forma livre e segura. 
E tudo o que conseguimos,  encontram-se fundamentados no imediatismo que caracteriza a vida de hoje, não transcendendo-o.

E quando nada acontece somada à acomodação mais a aversão à mudança interna tornamo-nos marionetes sem saber , tornamo-nos reativos e não proativos!
Somente quando  reconhecermos que somos nós, no diálogo interno, que temos que iniciar dando pequenos passos de grandes mudanças,  e a partir daí,  buscar sempre novas passadas,  teremos a cada passo,  o  que queremos  cada vez ma…

Inspiração que me dá

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Conheci - a na pequena cidade. Foi em silêncio que fomos construindo uma certa cumplicidade.  De forma sutil, os flertes e olhares com respostas começaram a moldar um cenário colorido. Um dia, a propósito do seu gosto pela escrita  que não é a que diz, mas a que insinua, descobrimos uma paixão comum.  Vem esta conversa a propósito da sempre inspiração que me dá , além de deliciosas curvas que me dão muito que pensar. A blusa transparente ondula, a minissaia convida. A beleza que me fascina, ultrapassou a cintura e chegou lá no intelecto. Por isso me conquistou. °   [ repaginada,  qualquer semelhança com fatos ou pessoas é uma mera coincidência, ou não!] °

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   Obrigado,

Escolhas

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Escolher um entre dois não é nada fácil, porque envolve perdas.
Sem querer  sair à luz com uma reflexão definida, tantos os subjetivismos arrazoados, escolher um em detrimento do outro, seria aceitar como válido que já avaliamos sobre as vantagens e desvantagens de um e outro, antes de escolhermos  um. 

No entanto, com o tempo nos perguntamos se de fato éramos conscientes de tudo.
E voltamos à ter, nas nossas mãos, o um e o outro, e entre eles, a dúvida.
E ficamos preocupados pelo fato de não ter sido responsável naquele poder de escolha, naquela decisão , naquela ação, e ficamos com a consciência  excessivamente sensível.

Mais fácil seria se pudéssemos ficar com um, depois com outro , voltar para um , retornar para o outro e a vida continuasse, como uma fase. 

Mas não é sempre assim; natural, que se deve reavaliar e trocar de caminho, mas nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir realmente o que somos.
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Coração dilacerado

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Sem as alegres quimeras compartilhadas
Nossas noites foram em cinzas transformadas
Nossos passos, outrora, cadenciados
Perderem-se, agora, por caminhos bifurcados

Dentro do coração, um turbilhão
Um dia, risos de amor 
No outro, as lágrimas do desamor

Levaste-me onde eu nunca tinha ido
Conheci o que nunca conheci
Vivi o que nunca tinha vivido
E hoje é cada um por si

Do que fomos , nada do mesmo jeito
Apenas essa dor latente no peito 
E um coração dilacerado ° [ repaginada, qualquer semelhança com fatos ou pessoas é uma mera coincidência, ou não!] °
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Alguém está nos esperando

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Ainda tenho aquele costume de entrar no ônibus e sentar , ali mesmo, perto da porta de entrada, onde tem menos passageiros, lendo um bom livro e olhando pela janela.  Nessas ocasiões tudo quanto é tipo de pensamento vagueia pela minha cabeça. 
Num dia destes , estava  no ônibus ouvindo música e comecei a conversar comigo mesmo, sobre o quão difícil é ler e escutar música ao mesmo tempo.  Vejo tantas pessoas fazendo isso, que me senti desafiado.   Mas não teve jeito, ou lia ou escutava música.  Desliguei  e ao me preparar para ler, comecei a ouvir uma música. 
 Não vinha de nenhum  aparelho e sim de uma passageira, que mal sua boca abria.   Nenhum gesto, nenhum movimento parecia conter qualquer intenção de se comunicar, fosse comigo ou qualquer outra pessoa . A princípio fiquei ouvindo . 
Depois entrou - me no coração uma singular,  íntima e insidiosa felicidade. Que foi crescendo.
E foi ficando. E a moça continuava cantando.  Cantava por ela. 
Cantava por alguém. Cantava por mim. 
♪♩♫ ... como eu não …