22 de fevereiro de 2017

6

Minha vida não foi só poesia, parte final

[parte 8Mas sempre todo o meu amor, amizade, paz, gratidão, carinho e respeito aos verdadeiros...
e à Deus por ter colocado desafios em meu caminho, para que, enfrentando-os me tornasse uma pessoa mentalmente mais forte  e melhor....

não se trata de  passar a mensagem de quanto mais adversidade melhor,  mas, o  contexto de que , por vezes, somos confrontados com grandes obstáculos  e temos que  se esforçar para  superá-los, de fazê-los de fato em oportunidades; se tornando mais forte e  um pouco melhor 'hoje' do que fomos 'ontem', pois são nestes momentos mais árduos, nas  situações difíceis , que aprendemos mais sobre nós....


 durante os anos em que estive convalescendo, entre uma radioterapia , quimioterapia e queda de cabelo, entre as lágrimas tristes e as lágrimas de felicidade, no contato com outros pacientes, entre um beijo e um abraço, no percurso entre os hospitais e casa, na sala de espera, tive como aliados , um bloco de rascunho e uma caneta, pois já sentia necessidade de exprimir os meus sentimentos em palavras.
Fui com os números, seguiria com as letras.

Escrevia sem saber no que iria se transformar, de forma natural; feliz por descobrir que há muita poesia presente na vida cotidiana, nas alegrias, nas tristezas, na dor, na baixa - estima, na pessoa ao lado, na desilusão, no amor, nos sonhos, na fé , na esperança, na vida.

Felizmente me recuperei, por Deus , firmei um acordo trabalhista com o Banco e saí, concluí um Curso de Tecnologia da Informação , abri meu escritório de Contabilidade e , finalmente, com o bloco de rascunho  todo preenchido ao lado, criei o blog...

A minha vida foi relatada aqui.
Uma vida real sem poesia .
Nua , dura e com muita luta.

Minha vida não foi só poesia.
A vida me ensinou à ter olhos para ver poesia.

[ Vida que seguiu... Vida que segue... ]


Minha profunda e indelével gratidão aos gentis, respeitosos, afetuosos/as,  surpreendentes, amigos/as, colegas , leitores/as - em especial aos leitores/as 100 por cento= 8 partes+final  de [Minha vida não foi só poesia] - pelo carinho da visita,  pela leitura atenta, pelos comentários pertinentes , sinceros, inteligentes e sensíveis . 
E por compreenderem e respeitarem o fato deste  blogueiro Não estar    +  reciprocando e/ou interagindo  [aqui].   
[Se ao contrário, sinto muito, é o que há!]
°
Para quem aprecia: Feliz Carnaval; para quem não aprecia: Feliz Feriado; etc e tal : Belos dias!

°

20 de fevereiro de 2017

6

Minha vida não foi só poesia, parte 8

[parte 7Nestas alturas,  o terceiro golpe de infelicidade, quando constatei que não tinha tantos amigos como imaginava !

A maioria das vezes, damos aos outros sem esperar nada em troca, sem sequer pensar que com gestos de bondade e amizade, um dia teremos retorno…damos e pronto. Mas também sei que é muito difícil não criar expectativas, é difícil não esperar que aquela pessoa para quem temos sempre uma palavra amiga, esteja lá quando for a nossa vez de precisar de alguém ao nosso lado. E o problema é quando essa pessoa não está realmente lá, quando nos falha, simplesmente porque nem sabe o que se passa conosco, porque não nos procura, porque não quer saber, porque está a viver a sua vida...exceto Amanda, Bianca, meus 'miaumigos' Bigode e Gorducho e alguns familiares, de amigos simplesmente fiquei sozinho!

 Não podemos mudar as pessoas, as coisas que acontecem ao nosso redor, pois não temos controle sobre isto, mas nós podemos mudar o modo como olhamos.
Na necessidade , não  enxergamos a realidade como ela é, não captamos o que se esconde por trás das aparências e sequer desconfiamos de que podemos estar diante de uma comiseração travestida de  ajuda.  

Não guardo mágoa, nem rancor ou ressentimento  dessas pessoas, pois  'mais que perda de tempo é perda de vida',  mas se  errei, aprendi e  cresci;  me tornei mais resiliente; tudo serviu para descobrir e aprimorar minha sensibilidade e percepção, por isso,detesto quando , ao sabor de interesses,tentam subestimá-las; mudei as prioridades, as escolhas, os conceitos  e também a forma como interagir com as pessoas.

Continuo navegando na mansidão da paz, justiça e simplicidade, ensinamentos pétreos de meus pais,  mas estou mais fiel às minhas convicções,  frutos de vivências intensas e concretas; fiquei mais seletivo; aprendi a valorizar a qualidade em detrimento da quantidade;  de quem não tem nenhuma proximidade, não faço questão de realizar a expectativa a meu respeito ;  um monólogo enviesado e dissimulado não  transformo mais em  diálogo ; jamais irei cumprir um papel social e agir de uma forma somente para agradar os outros.

Mas sempre todo o meu amor, amizade,  gratidão, carinho e respeito aos verdadeiros...
[continua ... parte final...]

18 de fevereiro de 2017

8

Minha vida não foi só poesia, parte 7

[parte 6] que tinham de ser enfrentado com força, coragem e determinação sempre visando o alcance de meus objetivos e sonhos...
e realmente acreditar continuamente.
Nossa Senhora e como acreditei !
Por  mais de uma  década.

  Sem me aprofundar em detalhes ,  seria por demais repetitivo ,visto que este blog contém inúmeros  relatos sobre o que Aconteceu na  minha vida e até o Que Nunca Aconteceu>  o  
 [qualquer semelhança com fatos ou pessoas é uma mera coincidência...[Ou não!]
, o importante  é contextualizar  que a vida é cheia de pontos altos e baixos; é refletir sobre a fragilidade e a complexidade da felicidade.

 Na vida profissional, tive uma ascensão meteórica, talvez por sorte, mas parafraseando **Coleman Cox : 'eu acredito demais na sorte. Somente  constatei que, quanto mais duro eu trabalhava, mais sorte eu tinha'. Assim, logo cheguei ao cargo de gerência...
na vida acadêmica, me formei em Ciências Contábeis, soube unir  a prática da contabilidade do Banco com a teoria do banco da Faculdade; fiz Mestrado e Especialização em Perícia e Auditoria Contábil ,   aproveitei a compatibilidade de ementas e carga horária, para solicitar dispensa de algumas  matérias e me formar também em Administração... 
na vida pessoal,  casei  e me divorciei da *Adriana [1] , mãe da Bianca ; moramos todos juntos, morei distante  de minha filha e finalmente,  eu e somente a Bianca morando juntos  [2];  e num destes acasos da vida,   conheci a minha atual , bela, brava   e  amada mulher Amanda [3]...

Reinava a  felicidade, mas tive o primeiro golpe de infelicidade, quando a minha mãe, em virtude de 'diabetes', perdeu a visão. 
Permaneci ao lado dela em quase todos os momentos. 
Menos quando me  despedi  no portão e  a vi entrando no carro para um exame , acompanhada pelo meu mano Eduardo [4][5] e não 'voltar' mais, com sua vida de exemplos, histórias, lutas,  doação e  amor incondicional!

O segundo golpe de infelicidade, quando , fumante inveterado, com uma tosse persistente , cansaço , dores no peito,  fiz  vários diagnósticos e me receitaram montes de medicamentos, mas, ao certo, somente com exames de imagens e biópsia é que foi possível a confirmação de um  tumor maligno no  pulmão!
 Claro que o impacto inicial foi de falta de confiança, medo da doença e da morte, mas objetivamente e honestamente ,  defini: rejeitar a  exaltação do próprio sofrimento e viver a vida...  enquanto ela existir!
Felizmente, a Amanda e a Bianca 'encheram' meus dias de cores e risos e seguraram a minha mão quando 'viver' parecia difícil [6]

Nestas alturas,  o terceiro golpe de infelicidade, quando constatei que não tinha tantos amigos como imaginava ! 
[continua...para a parte 8 e logo depois, para a parte final.]
*Adriana=nome fictício; não menciono o nome verdadeiro porque não pedi autorização para tanto!
 Postagem (±) referente ao tema = clicar no número. 
**Coleman Cox= não encontrei a biografia completa; frase lida no Pensador.Uol

14 de fevereiro de 2017

9

Minha vida não foi só poesia, parte 6

[parte 5]...no ano do Exército, comecei à namorar e da mesma forma que nos apaixonamos rapidamente, a gravidez veio na mesma velocidade...

não foi uma gravidez planejada, e, claro,   não estávamos nem um pouco preparados, principalmente emocionalmente  e tampouco financeiramente para assumir tamanha responsabilidade.
E quando nos são exigidas muitas adaptações fica mais difícil administrar  e à olhar as questões com uma visão mais abrangente.
Hoje eu sei que não soube lidar  com  o que deveria ser visto como uma grande benção e nem  busquei outras alternativas e caminhos.
Acabei escolhendo trabalhar, sob cujo único intuito era salvaguardar a criança que estava por vir,  em detrimento de meu grande sonho ,  prestar a Faculdade e ser um Engenheiro. 
   Talvez,  se houvesse mais cumplicidade e harmonia ,    haveria um razoável e justo 'meio-termo'; talvez, se soubesse lidar melhor com o ciúme excessivo da *Adriana, haveria menos tensões ,  conflitos e   incertezas...bem, tudo somente na perspectiva hipotética, pois talvez tudo poderia dar na mesma escolha ou em  nada... 

... e aquele foi um dia diferente, acordei cedo e saí de casa em busca de um emprego em uma instituição financeira, perto de casa.
Acredito que fui muito bem no teste de admissão , datilografia e entrevista de emprego, pois logo recebi o telefonema  para me apresentar. 

Quando me apresentei , além de buscar compreender  todas as atividades inerentes, confesso que procurei   desenvolver minhas habilidades de  interação , para ter alguém que pudesse contribuir ,  facilitar e  criar um cenário propício para a minha adaptação.
   
E em meio às muitas conversas sobre o trabalho em si,  fui sugestionado à fazer exame de seleção em uma Faculdade de Ciências Contábeis , perto do trabalho e , consequentemente, de casa. 

E se existe 'o engenheiro que virou suco', este aqui, pelo jeito,  vai virar 'Contador'...festejei muito ao ser  aprovado e mais ainda quando conquistei a integralidade da Bolsa em um Programa  Estudantil. 

Na realidade,  nem tinha outros  motivos para festejar;  nem conseguia dormir, alimentar e  divertir: trabalho , salário piso, estudo, filha recém-nascida,  relacionamento afetivo complicado e conturbado, que tinham de ser enfrentado com força, coragem e determinação sempre visando o alcance de meus objetivos e sonhos...
[continua...]

9 de fevereiro de 2017

11

Minha vida não foi só poesia, parte 5

[parte 4] Assim, este ano de intervalo entre o Ensino Médio e a Faculdade não foi  nenhuma 'tragédia'...

  ... '[ 1 ] é curioso perceber como a vida traça caminhos que nem imaginamos'  ,  visto que, realmente,  nem tudo foi da maneira como gostaria e nem sempre tudo aconteceu como gostaria...porém ao prestar   o serviço militar ,  que ' [ 2 ] foi uma experiência enriquecedora',  houve uma troca de conhecimentos e  , em suma, o feedback recebido , de que tinha, à frente, ainda muito a fazer e muitas decisões e escolhas a tomar... 

...quando estava para iniciar os exames de seleção para a Faculdade, na verdade, uma Universidade, confiante e preparado, tive o cuidado de, um dia antes, fazer o percurso casa-local para calcular quanto seria o tempo necessário, qual era o melhor trajeto e a condução.
 Nos anos  1999/2000 ainda não existia o Google Maps, que foi lançado em 2005. 
Ao fim e ao cabo,  a infeliz constatação de quão distante era de casa. 
Praticamente atravessava a cidade para chegar à Universidade. 
Em todos os dias de exames, mesmo saindo adiantado, chegava ofegante, cansado e em cima da hora. 

 Estava na relação de aprovados, no curso de Engenharia Civil , daquela Universidade federal,  porém tive que encarar a realidade:  o bônus é que na Universidade pública estava livre das mensalidades e o ônus é que era distante, em tempo integral e   precisava dispor de tempo extra , o que inviabilizaria qualquer tentativa de ter um emprego fixo .  
E para a minha situação,  trabalhar era a melhor opção naquele momento. 

Que se confirmou , quando as coisas começaram a ficar ainda mais difíceis e eu precisava  conseguir logo um emprego :
No ano do Exército, comecei à namorar e da mesma forma que nos apaixonamos rapidamente, a gravidez veio na mesma velocidade...
[continua...]

4 de fevereiro de 2017

10

Minha vida não foi só poesia, parte 4

[parte 3] e com esse dinheiro extra, comprar meu primeiro par de chuteiras...

joguei tanto com esta chuteira, que foi triste vê-la no estado deplorável que ficou. 
Com ela, para lá , para cá , acolá fui fazer teste em um time de futebol.
Com o pensamento que se não der, bem... sempre haverá uma nova oportunidade. 
Não deu, mesmo! Nem pensei em uma nova oportunidade! 

Se  faltava técnica e habilidade suficiente, não sei! 
Só sei que sempre tenho   a justificativa na 'ponta da língua' : 
 Mais de 100 garotos lá e o treinador me colocou faltando 10 minutos para encerrar o jogo. 
Era atacante, lento e destro , fui posicionado como defesa, lateral-esquerdo e para marcar o jogador mais rápido do adversário. 
Comi 'poeira' e nem vi a cor da bola... 

...e da chuteira para a régua T , a minha nova companheira, para lá, para cá, acolá e os três anos do Ensino Médio iam passando. 
Estava chegando a hora de terminar o Ensino Médio, prestar o vestibular, ingressar na Faculdade, procurar um estágio ou  um bom emprego, apesar da tristeza de se distanciar um pouco de todos os amigos que estudaram e jogaram futebol  comigo por tantos anos. 

Parecia que a trajetória já estava traçada, faltando somente incluir a obrigatoriedade de, ao completar 18 anos, me alistar no Serviço Militar. 
   
Eu  sinceramente acreditava que seria dispensado, pois se minha altura, 1m 70, poderia me  credenciar à servir o Exército, minha 'magreza',  53kg  e  meus 'pés-chatos'...hum, sei não!

Bem, não deu para 'driblar' o serviço militar , mas isto não foi nenhum 'problema'. 
Longe disso , o tempo que passei no Exército foi necessário para aprender muitas lições , amadurecer um pouco mais; até fiz um curso de Materiais e Equipamentos.

 Assim, este ano de intervalo entre o Ensino Médio e a Faculdade não foi  nenhuma 'tragédia'. 
[continua...] 

28 de janeiro de 2017

8

Minha vida não foi só poesia, parte 3

[parte 2]...e o que iremos fazer para a obtenção de nossos sonhos e objetivos... 

...é muito difícil, principalmente  quando ainda jovem, dar o próximo passo na vida acadêmica. São inúmeras alternativas e optar por apenas uma delas é muito complicado, mas , 'do alto' dos meus 14 anos,  já tinha  decidido fazer o Curso Técnico em Edificações integrado ao Ensino Médio , o pontapé inicial para o meu grande sonho , a Engenharia Civil...

bem,  tinha ainda  mais alguns anos para realizar este sonho, por isso,  naquele momento, a minha maior preocupação era deixar de  ser o único da turma que  jogava futebol de campo com tênis.  Queria falar com a minha mãe, pedir dinheiro para comprar uma chuteira, mas entendia que ainda era prudente  manter os 'pés no chão', mesmo que a situação financeira da família estivesse  melhorando.

Felizmente, tem sempre aquele , voluntariamente ou não,   que nos  ajuda  e nos faz crer que existe 'vento a favor' e tudo se consegue.
O professor Nicolau,  super - fechado e poucos sorrisos, daqueles que nunca sabemos se estava bravo ou calmo, feliz ou triste , foi uma dessas pessoas. 
Ajudou-me  e muito , ao me chamar à sua mesa e me entregar uma lapiseira banhada à ouro, com um cartão escrito: 'para o meu melhor aluno de Matemática'. 

Claro que fiquei muito orgulhoso , notadamente porque a recompensa e o  sucesso escolar estava  muito diretamente relacionado com o  grande esforço  que tinha feito   e  neste caso, ainda por ter me dedicado e prestado o máximo de atenção às aulas.
Hum, pensando cá ,  depois de escrever isto, acho que isto  explica em parte porque não era tão bom aluno também  em Português. 
Não conseguia prestar muita atenção à aula; a professora Márcia era muito linda... 

enfim, o professor Nicolau ao  me destacar   , gerou muitos outros resultados positivos , pois este meu bom exemplo chegou até os ouvidos das mães desesperadas com as notas de Matemática de seus filhos  e eu não poderia perder a chance de , compreendendo este desespero , aceitar todos os pedidos para dar  aulas particulares de reforço ...
e com esse dinheiro extra, comprar meu primeiro par de chuteiras...
 [continua...]